Audiência Pública discute Projeto de Lei Cultura Viva em Belém
Funarte realiza encontro dedicado às Políticas para as Artes
De 08 à 10 de novembro, o Rio de Janeiro sediou o I Encontro Funarte de Políticas para as Artes, uma oportunidade para especialistas, estudiosos e interessados nas questões relativas à área das políticas públicas para as artes, discutirem as questões que permeiam o tema.
Realizado pela Fundação Nacional das Artes, o Encontro visava promover um diálogo a respeito das políticas dedicadas às artes no país e divulgar trabalhos teóricos e práticos sobre as políticas culturais brasileiras, fortalecendo a atuação de instituições de interesse público, a sociedade civil e agentes culturais que produzem e difundem a arte brasileira no país ou fora dele.
A Gestora Cultural e Coordenadora de projetos integrados do Galpão de Artes de Marabá (GAM), Deize Botelho, participou do Encontro através de uma das Mesas de Boas Práticas, onde ela relatou a Interação Colaborativa em Rede Cultural na Amazônia e falou brevemente sobre a trajetória do GAM.
Para Deize, o Encontro chama atenção pela possibilidade de avançar no processo de construção de política pública de cultura “na expectativa de contribuir para a reflexão, formulação e aprimoramento das políticas para as artes em nível nacional, mas sobretudo, de avançarmos no diálogo sobre as diferenças regionais que tornam os processos de desenvolvimentos tão desiguais”, complementa.
O Encontro Funarte de Políticas para as Artes foi composto por mesa de experiências e de exposições, grupos de trabalho de boas práticas e mostra artística, sendo aberto para o público em geral. As discussões tiveram como pano de fundo cinco eixos temáticos: arte e tecnologia; fomento; artes e economia criativa; gestão de políticas culturais; arte e sustentabilidade.
I Encontro Nacional da Cultura Afro – Brasileira
A data é comemorada e conhecida em todo território nacional como o Dia da Consciência Negra, por afirmar o papel ativo do negro durante o longo e sangrento processo que resultou na emancipação desse segmento social.
Com o objetivo de reunir gestores, políticos, pesquisadores, artistas, produtores, professores, cientistas políticos e estudantes na área de cultura e todas as pessoas interessadas em assuntos referentes às políticas de cultura negra no país, o encontro visa promover um diálogo qualificado em torno das principais leis federais que garantem os direitos dos povos descendentes de africanos aqui escravizados: Lei 7.716/1989 (Lei Caó), Lei 12.228/2010 (Estatuto da Igualdade Racial), Lei 3.708/2001 (Cotas raciais), Lei nº 10.639/2003 (visa a valorização e a difusão da matriz africana na educação brasileira).
Nosso principal objetivo é estimular a discussão voltada à consciência e a importância do negro para a constituição e identidade da nação brasileira e, principalmente, do respeito à diversidade humana e a abominação do racismo e do preconceito. “O trabalho de educação anti-racista deve começar cedo, a criança negra precisa se ver como tal e aprender a respeitar a imagem que tem de si, tendo modelos que confirmem essa expectativa”, afirma Will Junior, diretor geral do evento.
Um dos principais temas a serem discutidos durante as rodas de diálogos é sobre a aprovação do projeto que declara feriado nacional o Dia da Consciência Negra (20 de Novembro). O pedido agora só depende da aprovação da presidente Dilma Roussef, que, caso seja sancionado, será o primeiro do país conquistado por meio da mobilização social.
Para Will Junior a homenagem da data também é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade e as consequências do racismo na vida das pessoas e no desenvolvimento do Brasil. Todos os anos, atividades referentes ao tema são expandidas ao longo do mês de novembro, ampliando os espaços de debate sobre questões raciais, envolvendo ainda a educação, segurança, saúde, trabalho entre outras.
A palestra inaugural do evento será ministrada por um dos maiores especialista da cultura negra do Brasil Professor Antonio José Amaral Ferreira, mestre em cultura popular, afro religioso, membro do pleno do conselho nacional de políticas culturais - CNPC/MINC, ator, diretor, produtor, consultor, representante da cultura afro-brasileira, vice- presidente estadual do congresso nacional afro brasileiro, membro da executiva do congresso nacional de negras e negros do brasil, foi secretário executivo do conselho municipal de negras e negros de Belém e ex-consultor da fundação cultural palmares na região norte.
Para o Babalorixá Toy Vodunnon Marcelo de Averekête – líder da Casa das Minas Toy Averekete Ni Kuala Mukongo e coordenador dos trabalhos – esse encontro visa a alegria e a majestade da cultura africana, tudo como deve ser, sem constrangimentos nem equívocos.
O evento contará ainda com mesas de debates, plenárias, apresentações culturais e muito mais. As oficinas – de dança e teatro – terão inscrições limitadas e serão gratuitas, podendo ser efetuadas no dia 21 de Novembro (segunda-feira), de 10:00 às 16:00 hs no auditório do IAP.
Na noite de Abertura do Encontro a comunidade poderá debater assuntos ligados a Cultura com a participação de políticos e gestores públicos entre eles o Deputados Estadual Edmílson Rodrigues, Deputados Estadual Edilson Moura, Vereador do município de Belém Marquinhos santos, Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos José Acreano Brasil Júnior, Secretário de Estado de Cultura Paulo Chaves, Presidente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves Nilson Chaves, Presidente do Instituto de Artes do Pará Heitor Pinheiro, Vice-Presidente da Associação de Filhos e Amigos do Caçador – AFAMUKONGO Leandro Wesche Pina, Lídia Albuquerque diretora do Departamento de Ação Cultural da Fundação Cultural do Município de Belém - FUMBEL e representando o Ministério da cultura o Sr. Delson Luis Cruz Coordenador/chefe da Representação Regional Norte MinC.
Nesta primeira edição o encontro conta com o apoio Governo Federal, Ministério da Cultura, Programa Mais Cultura, Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Segurança Pública Governo do Estado, Secretaria de Estado de Cultura e Instituto de Artes do Pará.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Audiência Pública debate o Procultura
MinC Norte realiza Seminário sobre Procultura em Belém
Issac Loureiro, Valmir Bispo e Eliana Borgéa falaram sobre as propostas elaboradas pelos GT’s, segundo Eliana, a Comissão Técnica adotou o Custo Amazônico como fundamento para a elaboração da proposta apresentada no Seminário, “Preocupou-se em não tratar o Custo Amazônico de forma regionalizada e fazer uma proposta de cunho nacional” explicou a representante. Para fundamentar esta lógica foram usados documentos como a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, a Agenda 21 da Cultura, a Cultura como o 4º pilar do Desenvolvimento Sustentável e o Projeto de lei do Procultura.
Plataforma digital vai ajudar financiamento de produções brasileiras
Durante a apresentação feita pela diretora da Inffinito, Adriana Dutra, foram discutidas as formas de captação de recursos e comercialização de conteúdos audiovisuais por meio do portal. "O MediaFundMarket renova o conceito de mecenas através do financiamento coletivo. Todos podem ser responsáveis por produções artísticas”, disse Adriana
Além de uma opção de financiamento, a nova ferramenta digital exercerá importante papel na expansão da rede de relacionamento entre os representantes do setor audiovisual. Adriana destacou ainda a diversificação do banco de dados gerado pelo MFM, que incluirá desde longas-metragens até games. A fim de promover os conteúdos no mercado mundial, a empresa Gemini, parceira da Inffinito, ficará responsável pela inclusão gratuita de legendas em inglês nos trailers recebidos pelos participantes.Com 15 anos de expertise no mercado audiovisual, a produtora realiza o Circuito Inffinito de Festivais, a maior vitrine do cinema nacional no exterior, em cidades como Nova York, Miami, Vancouver, Buenos Aires, Montevidéu e Madri, entre outras. Adriana afirmou que o MediaFundMarket será apresentando durante os eventos da empresa e outros festivais internacionais como Cannes e Roterdã.
Metas para o Plano Nacional de Cultura
MinC realiza encontro com produtores culturais de Rondônia
Na noite desta última quinta-feira (13), o Teatro Banzeiro, em Porto Velho, foi ponto de encontro dos produtores culturais de Rondônia com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes.
O objetivo era prosseguir com o processo que visa incorporar um novo conceito de gestão de financeamento à cultura brasileira, em articulação com a Representação Regional Norte do Ministério da Cultura.
Além do encontro com os produtores culturais, o secretário Henilton Menezes e o chefe da Representação Delson Cruz, realizaram reunião com o secretário de Cultura do Estado, Francisco Leilson, e com o presidente da Fundação Cultural do Município de Porto Velho, Altair Santos.
III Festival de sorte do Boi Malhadinho
Pelo terceiro ano seguido o Boi Malhadinho, da Pedreirinha, famosa rua do Guamá, faz a festa no dia das crianças e homenageia os mestres da cultura popular. Desta vez a festa tem novidades que prometem alegrar não só a garotada, mas quem chegar à brincadeira.
Na programação, o tradicional Festival de Sorvetes, recheado de brincadeiras, como: “queimada”, “corrida do saco”, “quebra-pote”, “prenda do trigo”, “pelada” e por aí vai. Ao longo do dia acontecem ainda sorteios de prêmios e shows com vários artistas locais. Mas, o grande momento do festejo será o “arrastão” pelas ruas do Guamá, com direito ao “Navio Rosa Branca” (do artista Evaldo), alegoria produzida especialmente para este dia, que homenageia o saudoso Nazareno Silva, padrinho do Boi.
O evento visa também comemorar a vitória no III Festival de Música Popular (da RBA), em que o Malhadinho foi o grande homenageado, com a música “Pra Recordar a Balança”, de Allan Carvalho e Ronaldo Silva. Dora, bordadeira e uma das principais coordenadoras do bumbá enfatiza que “Não se pode deixar passar esta oportunidade, a comunidade está cobrando uma comemoração. Queremos mostrar, exaltar cada vez mais essa brincadeira que leva a cultura popular a sério, tendo em frente o especial envolvimento de várias crianças, várias gerações”.
A confecção de camisetas, de instrumentos, a decoração, a infraesturtura de palco, sonorização, entre tantos outros detalhes, a brincadeira são resultado de um arranjo coletivo que visa meramente manter acesa a força da cultura popular no bairro.
PROGRAMAÇÃO:
· Manhã(a partir de 9h): Festival de Sorvete (dia inteiro)
· Tarde (a partir de 14h): brincadeiras tradicionais e shows:
o Ronaldo Silva;
o Allan Carvalho;
o Grupo Sancari;
o Nilson Chaves;
o Caldo de Turu (grupo de carimbó);
o Grupo de Dança Rebeldes da Pedreirinha;
o Amos mirins do Malhadinho: Lucas e Darckson.
o Lúcio Mousinho e outros convidados;
· Encerramento (18h): Arrastão Cultural (pela Rua Pedreirinha, Barão de Mamoré, Rua Silva Castro, retornando ao palco na Pedreirinha) com Boi Malhadinho (com seu naipe de 40 barriqueiros, com várias gerações), Boi Orube do Satélite e Batalhão da Estrela.
· Noite (19h): show com o Grupo Arraial do Pavulagem
Informações: 8125-3786 (Sra. Dora).
Fonte: Assessoria do Festival
Artista lança obra em homenagm aos cem anos do Cine Olympia

Metas ambiciosas
A ministra da cultura, Ana de hollanda, lança hoje a consulta pública para o conjunto de metas que integram o Plano Nacional de Cultura (PNC). A partir de agora e até 20 de outubro, a sociedade civil poderá acessar as metas no site do Ministério da Cultura (minc), comentar, fazer propostas e até sugerir a inclusão de novas. A consulta faz parte da consolidação do PNC, projeto de lei aprovado em dezembro de 2010 que estabelece uma política cultural para o minc.
As metas funcionam como um conjunto de ações e proposições que o minc pretende desenvolver até 2020. São 48 no total e tratam de questões que vão do aumento do orçamento para a cultura a uma cartografia da diversidade cultural brasileira. O documento servirá como lista de objetivos do ministério e deve orientar as negociações com o governo na hora de implementar políticas públicas para a cultura.
O minc tem hoje um dos menores orçamentos da Esplanada dos Ministérios e, em 2011, ficou com cerca de 7% a menos que em 2010. No entanto, o plano de metas do PNC apresenta propostas ousadas como o aumento de 37% dos recursos públicos para a cultura em relação ao PIB e 30% dos recursos federais para o incentivo fiscal, além de querer abocanhar 10% do Fundo Social do Pré-Sal. Em 2010, a renúncia fiscal do governo federal representou apenas 0,05% do PIB e o fundo do pré-sal ainda não foi instituído. "A gente não pode apequenar os objetivos. Temos que pensar grande", diz sérgio mamberti, secretário de políticas culturais do minc.
De acordo com Américo Cordula, diretor de Estudos e Monitoramento da cultura no ministério, as metas não poderão ser realizadas de imediato e será necessário elencar prioridades, mas isso só acontecerá após a consulta pública. "O desafio é estabelecer uma estratégia. A gente vai ter que se adaptar às conjunturas", diz. "Para os próximos anos, o orçamento do minc estará comprometido com o PNC." A equipe responsável por tratar os comentários e sugestões da consulta vai também responder cada proponente. Cordula garante que ninguém ficará sem resposta.
Entre as metas estão a disponibilização na internet de obras que estejam em domínio público ou licenciadas, o que incluiria a totalidade das obras da cinemateca brasileira. O ministério também quer criar uma versão brasileira de licenças para que artistas possam liberar partes de suas produções, uma variação do creative commons que gerou polêmica no início da gestão de Ana de Hollanda.
Também está no documento o aumento do número de Pontos de cultura, outra fonte de polêmicas na gestão da ministra, já que o atraso no pagamento de editais da gestão passada mobilizou artistas por todo o país. A intenção é passar dos 3.109 pontos atuais para 15 mil. Até outubro, o minc quer ainda colocar em prática o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), uma plataforma que reunirá os números da cultura, os investimentos e servirá como base para um mapa da produção cultural brasileira.
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE - DF | DIVERSÃO E ARTE
Brasil é o país homenageado no Europalia, maior festival de artes da Europa
Em pouco mais de duas semanas, o Brasil será o país homenageado no maior festival de artes da Europa – o 23º Europalia – que dura três meses e meio e reúne de espetáculos de dança, teatro, circo a exposições e debates sobre literatura. Artistas e intelectuais estarão em cinco países europeus para difundir a cultura brasileira.
A presidenta Dilma Rousseff e os ministros da Cultura, Ana de Hollanda, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, abrirão o festival no próximo dia 4, em Bruxelas, na Bélgica. Por mais de cem dias, a cultura brasileira estará na Bélgica, em Luxemburgo, na França, na Alemanha e na Holanda. No total, serão 130 shows, 60 apresentações de dança e 40 de teatro, 20 exposições de artes visuais e 80 conferências literárias.
Só os ministérios da Cultura e das Relações Exteriores investiram R$ 30 milhões no evento que contou também com o apoio financeiro de várias empresas públicas e privadas. O diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas, disse à Agência Brasil que o retorno dos investimentos são incalculáveis.
“Temos muito orgulho de tudo isso. A partir da homenagem ao Brasil no Europalia, nós estaremos abrindo caminho para que o mundo possa observar tudo o que acontece aqui e estimular investimentos no país”, disse Dantas.
O diretor lembrou que a arte é um dos mecanismos mais eficientes para aproximar as pessoas de realidades diferentes da sua. “É importante que os estrangeiros vejam que o Brasil está conseguindo reduzir a fome com a ajuda dos programas de transferência de renda, que há mais justiça social no país e que a economia é estável”, disse Dantas.
O Europalia ocorre a cada dois anos e virou tradição na Europa desde os anos de 1960. Até a década de 1990, apenas países europeus eram homenageados, mas depois a coordenação do festival mudou. O México, o Japão, a Rússia e a China também já foram destaques no evento. Depois do Brasil, a Índia será o próximo país homenageado, em 2013.
Fonte: Agência Brasil
Novos números da Regional
A Representação Regional Norte do Ministério da Cultura está com novas linhas telefônicas, a partir de agora o contato será feito através dos seguintes números:
NOME | TELEFONE |
Delson Cruz (Chefe da RR-Norte) | (91)3073 - 4155 |
Alberdan Batista | (91)3073 – 4154 / 52 |
Fátima Marques | (91)3073 - 4150 |
Alessandro Vaz | (91)3073 - 4151 |
Lívea Colares | (91)3073 - 4156 |
Alan Reis | (91)3073 - 4153 |
15 delegados serão escolhidos para compor um Colegiado para o design
Diálogo Cultural discute o Procultura em Belém
Na tarde desta última sexta-feira (26), o Cine Líbero Luxardo foi o local de encontro para o “Diálogo Cultural”, cujo foco era o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura - Procultura. O objetivo era proporcionar um nivelamento de informações, situando e esclarecendo dúvidas acerca da lei, além disso, pretendia-se formar uma Comissão para organizar um Encontro Regional sobre o tema.
Fizeram parte da mesa de debate o Representante da Regional Norte do Ministério da Cultura, Delson Cruz, a Representante da Fundação Tancredo Neves, Lucinha Bastos, o membro do CNPC, Isaac Loureiro, os parlamentares Arnaldo Jordy e Puty, o representante do Deputado Miriquinho, entre outros.
Em um primeiro momento o Representante da Regional, Delson Cruz, falou acerca do Procultura e esclareceu alguns pontos, logo após, o membro do CNPC, Isaac Loureiro, apresentou o resultado da discussão do Conselho sobre o projeto de lei Procultura e destacou que ele começou como uma proposta em 2009 e já passou por 5 versões. Vinculado ao Sistema Nacional de Cultura, o Procultura prevê a permanência da renúncia fiscal porém não mais como o principal mecanismo de captação de recursos.
Durante o Encontro, um dos temas mais discutidos foi a criação de estratégias para definição e aprovação do ”Custo Amazônico” e implementação dos marcos regulatórios da cultura visando a agilização de sua tramitação e posterior aprovação junto ao Congresso Nacional. Foram encaminhados ainda, Seminários Estaduais para discutir o Plano Setorial de Cultura e uma Audiência foi indicada para o dia 17 de outubro, a fim de se aprofundar a questão.
O Programa Nacional de Fomento à Cultura (Procultura) pretende substituir a Lei Rouanet. Além de estabelecer as novas regras do incentivo fiscal à cultura, a proposta cria o novo Fundo Nacional de Cultura (FNC) - que terá 80% dos recursos do FNC destinados aos proponentes culturais da sociedade civil não vinculados a patrocinador incentivado ou a poder público nos Estados da federação.
Lívea Colares - Estagiária de Comunicação - RRN MINC
Um ano sem Mano Silva

Há exatamente um ano morria um dos idealizadores de um projeto que conciliava arte à vida, tirando crianças das ruas e provando que a arte circense pode salvar a infância dos mares que ócio oferece. Manoel Alves Silva, ou simplesmente Mano Silva, teve um papel essencial na concretização do Projeto Escola Circo.
O Projeto se concretizou durante oito anos, tendo início em agosto de 1997 e chegando ao fim em dezembro de 2005. “Mano Silva conseguiu resgatar valores sobre a vida e dignidade de cada um. Seu objetivo era restabelecer laços familiares com seus alunos para que eles retornassem aos estudos abandonando de vez as ruas”, conta Márcia Silva, filha de Mano.
Ela ainda afirma que através das aulas de circo, Mano Silva organizava o Espetáculo Circense mostrando as Artes dos Acrobatas, malabarismo, equilibrista, contorcionista e perna-de-pau pelos seus alunos. Ele fazia de tudo um pouco, mas não sem antes passar pela Coordenação da Funpapa, que autorizava, administrava e gerenciava o processo.
Mano Silva trilhou um caminho árduo até a realização de seu sonho com a Escola Circo. Filho adotivo de uma família rígida e ilustre, ele tentou fugir várias vezes em busca do seu sonho circense, que não estava nos planos dos pais. E foi numa dessas fugas que ele conheceu e se juntou a um saltimbanco que durante a manhã construía imagens de santos com gesso e à noite animava a praça com espetáculos circenses.
Depois de se apresentar como trapezista em pequenos circos no nordeste, eles acabaram parando em terras paraenses, onde, nos anos 50, Mano Silva começou a montar pequenos circos na periferia de Belém.
O sonho, porém, pareceu ruir quando a TV chegou e começou a tirar o público das ruas, encantados pela nova tecnologia eles pareciam esquecer a magia e arte do circo. Sem desistir, Mano começou a trabalhar com pernas de pau, fazendo publicidade de lojas nas ruas do comércio, ele até mesmo chegou a participar do show de calouros da extinta TV Marajoara.
Foi nesse momento, quando as esperanças pareciam dar sinais de fraqueza, que ele se juntou com Rui Rayol, Benezilma Marques e Arnóbio Ribeiro para dar início ao projeto que mais tarde virou a Escola Circo Mano Silva.
“Com o Projeto os meninos se dedicaram às atividades artísticas tendo como base, em sua formação, princípios universais de cidadania, convivência e preparação para o trabalho levando consigo tudo que aprendeu. Porque a ‘Arte que nos ensina a Viver’” ressalta Cleiber Juliano, filho de Mano Silva e ex-aluno da Escola.
Escola Circo Mano Silva: a arte que ensinou a viver
Imagine uma escola diferente, onde você aprende a arte da vida através de malabarismos, onde a sua nota é baseada no sorriso que você provoca no outro. Essa escola existe, mas as ferramentas principais dos alunos não são papel e caneta e o espaço não é composto de quadro e giz e sim de pernas de pau e camas elásticas. É a Escola Circo Mano Silva, um projeto nascido em 1997, que trouxe esperança para muitos jovens, como conta o ex-aluno, Cleiber Juliano, “O circo traz muitas alegrias para as crianças e adultos, ajuda as que são carentes a aprender a arte e ter dignidade de serem incluídas no projeto social”.
A Escola Circo foi idealizada por Manoel Alves Silva, o Mano Silva, que deu nome à escola. Ela percorreu vários pontos da cidade até se instalar, por fim, na Praça Dalcídio Jurandir, localizada no bairro da Cremação, onde integrou cerca de 500 crianças, resgatadas da situação de risco pessoal e social na qual viviam. A escola tinha apoio da Unicef e da Escola Nacional de Circo através do projeto Criança Esperança.
A Fundação Papa João XXIII era quem coordenava o projeto e encaminhava as crianças à Escola, onde elas aprendiam a arte do circo como forma de se desvencilhar dos perigos que o ócio e a rua oferecem. Os adereços usados nos espetáculos eram feitos por elas mesmas, com a ajuda de familiares e orientações dos voluntários do circo, elas também aprendiam a fazer a própria maquiagem.
Josiel Monteiro, da quarta geração de Circo, que também trabalhou ao lado de Mano Silva e acompanhou de perto a realização do projeto, afirma que além de lazer, as crianças viam na Escola Circo uma oportunidade de sair das ruas e voltar a ter esperança na vida, “As crianças treinam com seriedade, aprendem com facilidade e rapidez. Encantadas, elas dizem que as ruas são coisas do passado. O circo para elas é a chance de ter liberdade segura com esperança de um futuro melhor conhecendo o mundo através da arte”.
O projeto exigia que seus alunos estudassem em escola formal e tivessem entre sete e dezoito anos. Na Escola Circo eles recebiam alimentação, vale-transporte e acompanhamento de assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, instrutores de circo, dança e teatro e técnicas de esporte, lazer e ainda assistiam à palestras mensais cujos temas abordavam questões importantes para o bom desenvolvimento de um jovem.
Com a posse do novo Governo, a Escola-Circo foi desativada, mas há quem não meça esforços para que o projeto volte a atuar. Márcia Silva, filha de Mano, já se reuniu com a antiga equipe do circo e todos estão dispostos a trazer o projeto de volta, “Já enviamos o projeto à Funarte e agora estamos aguardando resposta, caso seja reprovado, não vamos desistir, a ideia é criar uma ONG”, conta ela.
Enquanto isso, muitos estão na torcida pra que a Escola-Circo não caia no esquecimento. Segundo Marcos Antônio Senna, o Mágico Chamon, que trabalhou com Silva, a Escola foi de fundamental importância para as crianças que nela estudaram e por isso é um projeto que não deve ficar parado, “Acredito que tem que voltar sim, para dar dignidade as nossas crianças e amenizar esses índices tão grandes de pequenos infratores que vem deixando a sociedade apreensiva, destruindo lares com a facilidade das drogas e outros tipos de vício em geral”, disse o mágico.
Lívea Colares - Estagiária de Comunicação - RRN MINC